Em 5 de Abril de 1909 na pequena cidade de Cataguases MG, nascia o filho do imigrante português Manuel Inácio Peixoto (que fundaria o Ginásio Municipal da cidade 5 anos depois) Francisco Amaro, mais conhecido como Francisco Inácio Peixoto. O poeta, ficcionista, tradutor e empresário que demasiadamente marcou seu nome não somente no movimento modernista mineiro, quanto na cidade em que viveu.
Participou da fundação da Revista Verde em 1927, sendo um de seus grandes marcos no movimento literário; publicou no ano seguinte ao lado de Guilhermino César – outro grande nome do movimento e amigo de infância de Peixoto – o livro de poemas “Meia Pataca”, pela Verde Editora. Começou no Direito em Belo Horizonte, mas logo transferiu-se para a Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, concluindo-o em 1930. Casou-se com Amélia Drummond de Carvalho e voltou a residir em Cataguases após formar-se. Prestou em 1932 concurso para o Instituto Rio Branco no Rio de Janeiro. No entanto, apesar da aprovação, foi preterido e não assumiu posto. Voltou definitivamente para Cataguases em em 1936. Primeiro foi banqueiro no Banco Mercantil Agrícola de Minas Gerais, depois bancário no Banco do Comércio e Indústria, além de trabalhar na Industria Irmãos Peixoto, pertencente à família.
Um dos pontos fortes de sua vida e marco de sua participação no movimento foram seus investimentos culturais e arquitetônicos na até então pequena Cataguases. Lançou pela Editora Irmãos Poongetti do Rio de Janeiro a coletânea de contos “Dona Flor” em 1937. Pouco depois, em 1947, reformou o antigo Ginásio de Cataguases, que teve em seu projeto arquitetônico Oscar Nyemeier, tornando-o no Colégio de Cataguases. Ergueu o conjunto arquitetônico do Edgar Cine Teatro, com obra de Aldary Toledo, em 1952. Publicou ainda “Passaporte Proibido” em 1960, e sua tradução de “Oblomov”, de I. A. Gontcharov, ainda nesse ano. Publicou ainda: “A Janela”(1967), “Erótica”(1981), e “Chamada Geral”(1982).
Faleceu em sua cidade natal no dia 1 de Agosto de 1986, a qual tanto promovera culturalmente e embelezara como podia.
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