Guilhermino César

Contista, romancista e poeta do Modernismo

Retrato de Guilhermino César

Guilhermino César nasceu em 1908, em Eugenópolis, Minas Gerais, filho de José Cesar da Silva, farmacêutico e jornalista, e Isaura da Fonseca. Ainda na infância, mudou-se para Tebas (MG), onde iniciou seus estudos e revelou precocemente sua inclinação literária, escrevendo seus primeiros versos aos oito anos de idade. Posteriormente, em Cataguases, integrou o Grêmio Literário Machado de Assis, chegando a ocupar o cargo de diretor, o que já evidenciava sua atuação ativa no meio intelectual.

Em 1926, transferiu-se para Belo Horizonte com o objetivo de cursar Medicina e estudar música. No entanto, sua trajetória tomou novos rumos quando, em 1927, aos 19 anos, participou da fundação da Revista Verde, ao lado de Rosário Fusco e outros jovens modernistas, tornando-se uma das figuras centrais do movimento em Minas Gerais.

Nesse período, publicou contos, crônicas, poesias e ensaios alinhados às propostas modernistas, além de manter contato com importantes nomes da literatura brasileira, como Mário de Andrade e Carlos Drummond de Andrade. Também fundou o tabloide Leite Criôlo, voltado à divulgação de ideias modernistas.
Em 1928, abandonou o curso de Medicina e passou a dedicar-se ao Direito, formando-se em 1932. Durante a graduação, destacou-se como orador crítico, demonstrando desde cedo uma postura reflexiva em relação ao ensino e à cultura.

Casou-se com Wanda Belli de Sardes, com quem teve dois filhos, e passou a atuar em cargos públicos em Minas Gerais, além de desenvolver atividades como professor e jornalista.

Na década de 1940, mudou-se para o Rio Grande do Sul, onde consolidou uma carreira de grande relevância no serviço público e na vida acadêmica. Ocupou cargos de destaque, como ministro do Tribunal de Contas e secretário da Fazenda, ao mesmo tempo em que lecionava na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ministrando disciplinas como Literatura, História e Estética.

Entre 1962 e 1965, lecionou na Universidade de Coimbra, em Portugal, onde recebeu o título de doutor honoris causa, reconhecimento de sua contribuição intelectual. Após esse período, retornou a Porto Alegre, dando continuidade à sua produção acadêmica e literária. Mesmo após se aposentar, em 1978, permaneceu ativo, escrevendo e publicando obras, além de receber diversas homenagens e condecorações, tanto no Brasil quanto no exterior.

Em 1990, foi escolhido patrono da Feira do Livro de Porto Alegre, consolidando seu prestígio no cenário cultural brasileiro. Reconhecido como um dos grandes nomes da literatura, da crítica e da historiografia nacional, Guilhermino César faleceu em 1993, em Porto Alegre, deixando um legado intelectual amplo e significativo.

Principais Obras

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Referências Bibliográficas

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