Rosário Fusco nasceu em 6 de junho de 1910 e foi uma das figuras mais versáteis do modernismo brasileiro. Atuou como romancista, poeta, dramaturgo, jornalista, crítico literário e advogado, sendo considerado um dos principais representantes do chamado supra-realismo literário no Brasil. Ainda muito jovem, ganhou destaque no cenário cultural mineiro e passou a ser visto como um “menino-prodígio” do modernismo.
Era filho do comerciante italiano Rosário Fusco e de Auta de Souza Guerra. Perdeu o pai quando tinha apenas seis meses de idade e, depois disso, mudou-se com a mãe para Cataguases, Minas Gerais, onde foi criado pelo avô materno. A infância foi marcada por dificuldades financeiras, já que sua mãe trabalhava como lavadeira para sustentar a família.
Estudou na Escola Maternal Nossa Senhora do Carmo e concluiu o ensino primário no Grupo Escolar Coronel Vieira. Depois, cursou o ensino secundário no Ginásio Municipal de Cataguases. Durante a juventude, conciliou os estudos com vários trabalhos para ajudar em casa, atuando como pintor de placas de cinema, aprendiz de latoeiro, auxiliar de farmácia e ajudante de escritório.
Ainda adolescente, começou sua intensa participação na vida literária da cidade. Aos 15 anos, frequentava o Grêmio Literário Machado de Assis e se tornou um dos principais nomes do Grupo Verde, movimento modernista surgido em Cataguases. Também participou da criação da Revista Verde, uma das publicações mais importantes do modernismo mineiro. Além disso, publicou poemas no Jornal Mercúrio e colaborou com outros periódicos locais, como Boina e Jazz-Band.
Em 1932, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde cursou Direito na então Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, formando-se em 1937. Nesse período, ampliou sua atuação no jornalismo e na crítica literária, trabalhando como redator-chefe da revista A Cigarra, além de atuar como publicitário, cronista de rádio e crítico cultural.
Também exerceu funções diplomáticas, trabalhando como adido na embaixada brasileira em Santiago, no Chile. Mais tarde, tentou ingressar na política como candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro, mas não foi eleito.
Na década de 1960, viveu na Europa, em uma região próxima de Paris. Depois retornou a Cataguases acompanhado de sua quarta esposa, Annie Noëlle Françoise Petitjean, e de seu filho caçula, Rosário François.
Rosário Fusco faleceu em 17 de agosto de 1977, em Cataguases, ao lado da família. Sua trajetória é lembrada pela diversidade de sua produção intelectual e pela forte participação no modernismo mineiro, especialmente na criação e divulgação da Revista Verde.
Principais Obras
Nenhuma obra cadastrada para este autor.
Referências Bibliográficas
FUSCO, Rosário. **Wikipedia.org**. Disponível em:
BRASILEIRA., ROSÁRIO Fusco. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura. **Enciclopédia Itáu Cultural**. Disponível em: