Abgar de Castro Araújo Renault nasceu em Barbacena, Minas Gerais, em 15 de abril de 1901. Filho do professor francês Léon Renault e de Maria José de Castro Renault, cresceu em um ambiente ligado à educação e aos estudos. Casou-se com Ignês Caldeira Brant Renault, com quem teve três filhos.
Iniciou seus estudos no Colégio Arnaldo, em 1911, onde aprendeu latim, francês, inglês e alemão. Depois continuou sua formação em Belo Horizonte e se formou em Direito pela Faculdade de Direito de Belo Horizonte, em 1924. Apesar da formação na área jurídica, dedicou grande parte de sua vida ao ensino, à literatura e à política.
Sua carreira como professor começou cedo. Em 1926, passou a lecionar Inglês e Literatura no Ginásio Mineiro de Belo Horizonte. Alguns anos depois, também trabalhou como professor de Língua Portuguesa na Escola Normal Modelo. Em 1936, mudou-se para o Rio de Janeiro e tornou-se professor de Inglês no Colégio Pedro II, uma das instituições de ensino mais importantes do país na época.
Ao mesmo tempo, construiu uma longa carreira política e administrativa. Foi deputado estadual por Minas Gerais entre 1927 e 1930 e trabalhou como secretário do ministro da Educação e Saúde Pública, Francisco Campos. Também ocupou cargos como diretor da Secretaria do Interior e Justiça de Minas Gerais, diretor do Departamento Nacional de Educação e organizador do Colégio Universitário da Universidade do Brasil.
Abgar Renault também foi secretário da Educação de Minas Gerais em dois governos, ficando conhecido pelo incentivo ao ensino rural. Mais tarde, tornou-se ministro da Educação e Cultura e ministro do Tribunal de Contas da União, cargo em que permaneceu até sua aposentadoria, em 1981. Além disso, participou de projetos educacionais internacionais ligados à UNESCO, atuando em conferências e comissões sobre educação.
Na literatura, participou ativamente do modernismo mineiro ao lado de autores como Carlos Drummond de Andrade, Emílio Moura, Murilo Mendes e Cyro dos Anjos. Sua obra poética misturava ironia, humor e reflexões mais profundas, acompanhando as mudanças propostas pelo movimento modernista. Além de publicar poemas, artigos e traduções em jornais e revistas, escreveu livros como "A Lua Crescente", "Colheita de Frutos", "Pássaros Perdidos" e "Sofutalafai". Em 1983, sua última produção poética foi compilada e postada no livro "A Outra Face da Lua", pela Livraria José Olympio Editora. Em 1990, poucos anos depois, a Editora Record publicou "Obra Poética", que reuniu o livro de 1983 e todas as produções anteriores do autor.
Abgar Renault faleceu em 31 de dezembro de 1995, no Rio de Janeiro. É lembrado até hoje como um dos importantes nomes da educação, da política e da literatura modernista brasileira.
Principais Obras
A Outra Face da Lua
Poesia (1983)
Referências Bibliográficas
**Academia Mineira de Letras**. Disponível em:
Página acadêmica sobre Abgar Renault
LETRAS, Academia Brasileira de. **Abgar Renault**. Disponível em: